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Expo Contrastes-Espaço Cultural de Furnas-2012

Primeira exposição solo de Marcelo Ment na cidade do Rio de janeiro, realizada em janeiro de 2012 no Espaço Cultural de Furnas em Botafogo, bateu todos os records de público do espaço, da abertura ao encerramento.Janeiro/Fevereiro-2012

 

Contrastes – Marcelo Ment

 

Falar de grafite é pintar a cidade. Mídia contemporânea, arte das ruas, o grafite guarda o espírito do tempo, ícone bravio do ethosurbano. Avança sobre essa cordilheira de concreto e destemido toca seus pilares cinzentos, adorna seus muros envelhecidos e trata a cidade como um campo de ação, onde os relevos não apartam, mas convocam.O grafiteiro, artista urbano por princípio, é filho dessa relação turbulenta, frenética e sensual da cidade com seus limites e, por isso, carrega sempre as tonalidades da transgressão – esse vão obtuso entre o sim e o não.

Marcelo Ment vem traçando esse embate em spray há duas décadas e nos apresenta seu pacto artístico feito com os muros, seu tributo às ruas, às cores, à  polifonia das metrópoles. Aqui vemos uma espécie de tour de force, uma busca incansável para juntar todas essas cidades, todos os traços, tags, bombs que ligam a Vila da Penha a Amsterdã, a Lapa a Berlim, Ipanema a Paris. O artista traz seus contrastes à tona, traço e cor, cimento e luz, som e afonia, preto e branco, quente e frio, interior e mundo. A cidade aparece assim feita de fúria e sedução, como uma mulher de olhar lânguido, cabelos em desalinho, mas com o mundo inteiro na cabeça.

 

Charbelly Estrella

 

English

Talking about graffiti is painting the city. It is contemporary media, street art, it keeps the spirit of time, a wild icon of the urban ethos. Graffiti spreads over this concrete range and, untamed, it touches its gray pillars, adorns his aged walls. Graffiti deals with the city as a field of action, where the relief does not repel, but summon. The graffiti man, an urban artist on principle, is the son of this turbulent, frantic and sensual relationship between the city and its boundaries. Thus, it always carries the tones of transgression – this obtuse gap between yes and no.

Marcelo Ment have been drawing this confrontation in spray for two decades and presents us his artistic pact with the walls, his tribute to the streets, to the colors, to the polyphony of the metropolises. Here, we see a kind of detour de force, a relentless pursuit to get all these cities together, all the traces, tags, bombs, which connect Vila da Penha (North Zone of Rio) to Amsterdam, Lapa (Downtown Rio) to Berlin, Ipanema to Paris. The artist brings his contrasts to light, trace and color, concrete and light, sound and aphony, black and white, hot and cold, inner self and world. Therefore, the city seems to be made of fury and seduction, as a languid look woman, tangled hair, but with the whole world inside her head.

 

Charbelly Estrella

 

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